Os quatro graus da inveja
De acordo com Puentes (1856, p. 176) a inveja pode ser dividida em quatro graus em ordem crescente de gravidade. O primeiro e o mais grosseiro deles é desejar os bens temporais como a riqueza, a honra, as dignidades, a beleza física etc. Esse tipo de inveja é próprio dos mundanos e nasce da soberba.No segundo grau, costuma-se invejar os bens intelectuais como o conhecimento das ciências, as habilidades, os dons artísticos e as outras excelências que tocam ao entendimento.
Puentes (1856, p. 176) também afirma que no terceiro grau de inveja tem-se como objeto as virtudes ou os bens espirituais do próximo, entristecendo-se porque estes são melhores e mais honrados ou porque são louvados como santos.
Essa inveja procede da soberba espiritual e acomete aos que normalmente pertencem a algum instituto religioso ou aqueles que visam à perfeição.
E finalmente, quando essa inveja cresce, chega ao supremo grau que se chama a inveja da graça fraterna e é um dos pecados contra o Espírito Santo , entristecendo-se de que o próximo seja virtuoso e tenha recebido graças e dons de Deus, desejando que ele não as tivesse.
Dela procede o pecado gravíssimo de escândalo, que é dizer ou fazer algo para que o próximo perca a graça e a caridade. Esta foi a inveja de Lúcifer contra o homem, conforme afirma o livro da Sabedoria: “Pela inveja do demônio entrou a morte no mundo” (2, 24).
Por isso, muitos autores declaram que esse pecado é o que mais faz o homem parecer-se com os demônios. Foi dessa maneira que pecaram os escribas e fariseus, que cheios de malícia e inveja, procuraram impedir a manifestação da graça divina no tempo em que Jesus começou a pregar o Evangelho
Nenhum comentário:
Postar um comentário