domingo, 13 de novembro de 2011

Encontraram o menino e sua mãe
Naqueles primeiros dias de vida de Jesus, muitos acorreram à gruta de Belém: pastores e reis, ricos e pobres, gente de lugares e costumes diferentes.  E ali, junto ao Menino, uma figura silenciosa tudo via, tudo guardava, tudo agradecia: Maria, a jovem mãe, que a todos acolhia e com todos partilhava seu maior segredo – o filho de Deus!
Dividida entre os afazeres primeiros de uma mãe e as tantas pessoas que queriam ver o Menino, Maria ainda meditava: o que significava tudo aquilo?  O que Deus estava lhe dizendo através do rumo daqueles acontecimentos? Uma hora chegavam simples pastores; noutra, reis do Oriente. Podemos imaginá-la ora serena, ora assustada. Ora cúmplice de José na descoberta dos desígnios de Deus para aquela família.  Ora apoio do mesmo José quando da difícil decisão de deixar a terra natal para viver no Egito em nome da segurança de seu Filho.  Está, pois, totalmente entregue às maravilhas de Deus, totalmente entregue aos sentimentos da maternidade.  Totalmente entregue a seu Filho e Senhor.
A mãe do Menino soube ouvir profecias e oferecer sacrifícios como mandava a lei de seu povo. A mãe soube ser Mãe da humanidade inteira nos primeiros momentos da vida humana de Jesus: a todos permitiu chegar perto, a todos permitiu também ver as maravilhas.  Intercessora desde o primeiro instante, abriu caminhos, deu acesso.  Deve ter ficado preocupada com o que dar de comer àquela gente toda ou atenta a que não perturbassem o sono do Menino.  Ora mantenedora, ora acariciada pela serenidade do sorriso de uma criança, pelo calor dos animais.  Totalmente mulher, totalmente gente.  Totalmente entregue à humanidade por seu Filho.

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