| Como Jesus aprendeu e ensinou a rezar. | ||
Jesus teve de aprender a rezar dos lábios da sua mãe, Maria, freqüentando a sinagoga e acompanhando as romarias e festas do seu povo. Desde criança, Jesus aprendeu os salmos de memória, como o nosso povo aprende os benditos e demais rezas populares. A oração é muitos mais que gestos ou palavras: transcende as palavras que a exprimem. Além de repetir as orações tradicionais, Jesus aprendeu e ensinou a formular sua própria oração, em poucas palavras: “Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos...” (Mt 6,7). No ambiente humilde e pacato de Nazaré, Jesus aprendeu a rezar com discrição, discípulos: “Quando orares, entra em teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está no escondido” (Mt 6,6). Atitude básica, princípio e fundamento da oração, é a humildade. Todo orante é “mendigo de Deus”. A oração nasce no coração humilde. Mais do as práticas externas, têm valor diante de Deus, a atitude interior. É a lição que Jesus nos dá na parábola do fariseu e do publicano: “Pois todo o que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Lc 18,9-14). Junto com a humildade, Jesus nos ensina a rezar com perseverança, em outras duas parábolas exclusivas do terceiro evangelho: O amigo importuno (Lc 11,5-8), a viúva e o juiz iníquo (Lc 18,1-8). A primeira é seguida do convite a dirigir-nos a Deus com confiança: “Pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta...Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!” (Lc 11,9-13) Não parece que Jesus rezasse “por obrigação”, como que constrangido por uma lei, que lhe impusesse um penoso dever. Também não impôs aos seus discípulos a norma de rezar, em tais ou tais momentos do dia. Jesus era um judeu praticante, que rezava seguindo as tradições do seu povo, mas também um homem livre, que rezava espontaneamente, nas mais diversas ocasiões e lugares. Rezava no Templo de Jerusalém e nas cidades e povoados da Galiléia, nas sinagogas e nos campos... Jesus superou a velha disputa entre samaritanos e judeus, a respeito do lugar mais indicado para realizar o culto: no monte Garizim, como defendiam os samaritanos, ou em Jerusalém. “Mulher, acredita-me: vem a hora que nem nesta montanha, nem em Jerusalém adorareis o Pai”. Nele se cumpre a hora que “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” (Jo 4,21.23). A soberana liberdade de Jesus, diante da oração, não pode ser confundida com o abandono ou o desleixo na prática da mesma. Ao ver as multidões cansadas e abatidas, Jesus, comovido, pediu aos discípulos para rezarem: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita!” (Mt 9, 37-38). Jesus ensinou seus discípulos a rezar com uma confiança e intimidade inovadoras, chamando a Deus de Abba (“Pai”, Lc 11,2) Abbinu (“Pai nosso”, Mt 6,9). O Pai-Nosso é a oração do Senhor, por excelência. Incluída no “Sermão da Montanha”, a versão de Mateus (Mt 6,9-13) consta de sete petições, acrescentando duas ao texto básico de Lucas (Lc 11,1-4). Este nos dá o contexto: Jesus estava orando em um certo lugar. Assim, “rezando, Jesus desperta a vontade de rezar nos Apóstolos”. O “segredo” da oração de Jesus consiste em sua permanente e íntima união com Deus, seu Pai. Era pelo Pai que Jesus se deixava possuir nas horas silenciosas da noite ou cedo antes do amanhecer (Mc 1,35; Lc 6,12). Era no Pai que encontrava alento, coragem e a razão de ser de sua vida (Jo 4,34; 5,30.6,38). A oração de Jesus desperta em nós a admiração e o desejo de rezar como ele. Ela atinge o mistério mais profundo da Sua pessoa. Mistério de união íntima com Deus, seu Pai, que Ele ama e de quem se sabe amado. Mistério que nos transcende. Queria o Senhor Jesus nos ajudar a compreender e viver os paradoxos de toda vocação cristã bem vivida: a observância voluntária da Lei de Deus, que nos torna livres; a generosidade de perder a vida por Jesus, como única maneira de salvá-la; as bem-aventuranças da pobreza e da perseguição por causa da justiça; a alegria que consiste em dar, mais do que em receber... Enfim, a experiência de que, para estar sempre alegres, não há coisa melhor do que orar continuamente. O Pai-Nosso: Os sete pedidos. No “Pai-Nosso” os três primeiros pedidos têm por objeto a Glória do Pai: a santificação do Nome, a vinda do Reino e o cumprimento da Vontade divina. Os quatro seguintes apresentam-lhe nossos desejos: esses pedidos concernem à nossa vida para nutri-la ou para curá-la do pecado e se relacionam com nosso combate visando à vitória do Bem sobre o Mal. Ao pedir: “Santificado seja o vosso Nome” entramos no plano de Deus, a santificação de seu Nome – revelado a Moisés, depois em Jesus – por nós e em nós. Bem como em toda nação e em cada ser humano. Com o segundo pedido a Igreja tem em vista principalmente a volta de Cristo e a vinda final do Reino de Deus, rezando também pelo crescimento do Reino de Deus no “hoje” das nossas vidas. No terceiro pedido rezamos ao nosso Pai para que una nossa vontade à do seu Filho, a fim de realizar seu plano de salvação na vida do mundo. No quarto pedido, ao dizer “Dai-nos”, exprimimos, em comunhão com nossos irmãos, nossa confiança filial em nosso Pai do céu. “Pão Nosso” designa o alimento terrestre necessário à subsistência de todos nós e significa também o Pão de Vida: Palavra de Deus e Corpo de Cristo. É recebido no “Hoje” de Deus, como o alimento indispensável, (super)essencial do Banquete do Reino que a Eucaristia antecipa. O quinto pedido implora a misericórdia de Deus para nossas ofensas, misericórdia que só pode penetrar em nosso coração se soubermos perdoar os nossos inimigos, a exemplo e com a ajuda de Cristo. Ao dizer “Não nos deixeis cair em tentação”, pedimos a Deus que não nos permita trilhar o caminho que conduz ao pecado. Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza; solicita a graça da vigilância e a perseverança final. No último pedido, “mas livrai-nos do Mal”, o cristão pede a Deus, com a Igreja, que manifeste a vitória, já alcançada por Cristo, sobre o “Príncipe deste mundo”, sobre Satanás, o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e a seu plano de salvação. Pelo “Amém” final exprimimos nosso “fiat” em relação aos sete pedidos: “Que assim seja!”. “Sejam felizes na paz do Senhor da Vida, que nos uniu no Amor, na mesma Família”. |
Em Hebraico Miriam é o Verdadeiro nome de Nossa Senhora que significa riam Deus e Mi muito Amada... a minha boca anunciará sempre o Vosso Louvor em todos os dias da minha Vida.Sou muito Amada por Deus porque posso anunciar as maravilhas que operastes em minha Vida.Na Paz de Cristo e no Amor de Maria !
domingo, 13 de novembro de 2011
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